O apresentador e dono da Rede Massa, afiliada do SBT no estado do Paraná, Carlos Massa, conhecido popularmente como Ratinho, em pleno horário nobre no SBT, uma concessão pública com uma plateia composta por muitas mulheres, não fez um ataque verbal contra as transexuais como a deputada federal do PSOL paulista Erika Hilton, mas sim contra todas as mulheres.
Discordar das posições políticas de uma parlamentar é algo normal e deve ser respeitado se for feito de forma democrática.
O que não deve ser aceito pela sociedade, que, assim como todos os seres humanos, nasce graças ao esforço de uma mulher em uma rede nacional que alcança milhões de pessoas, é que diminua as mulheres a redes que menstruam e engravidam.
Pelo que o apresentador do SBT diz em seu programa diante de mulheres, para ser mulher é preciso menstruar. O apresentador também cita a dor do parto, exemplificando o que é ser mulher.
Diante de uma fala tão absurda feita por um homem casado com uma mulher, pai e empresário milionário que certamente possui muitas mulheres trabalhando em suas empresas de sucesso nos mais diversos setores do mundo dos negócios deixou aqui uma pergunta.
Uma mulher entre 45 e 55 anos, idade em que começa a menopausa, e que decide, por uma questão pessoal, não ter filhos, deixa de ser mulher apenas por uma questão biológica e particular?
Em tempos em que o feminicídio dispara no Brasil inteiro, muito mais importante do que discutir o gênero de quem preside a comissão dos direitos das mulheres é discutir o que essa importante comissão da câmara federal fará de fato para dar mais segurança às mulheres e fazer justiça pelas vítimas desses crimes, além de fiscalizar a atuação de cada um dos membros da comissão nos projetos que interessam não apenas à mulher, mas sim à sociedade.
É fundamental que a sociedade se mobilize para eleger homens e mulheres que estejam de fato comprometidos com a formação de uma nova sociedade.
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